“Defendemos o direito à vida dos inocentes. Quem defende grandes princípios morais com verdadeira convicção nunca será derrotado”

Catolicismo, N°. 400 – Abril de 1984, Ano XXXIV, pág. 3 (www.catolicismo.com.br)

TFP norte-americana participa de manifestação anti-aborto

 

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WASHINGTON — “Defendemos o direito à vida dos inocentes. Quem defende grandes princípios morais com verdadeira convicção nunca será derrotado”.
Com essa declaração, proclamada em uma das faixas que ostentou durante o “Rally for Life”, a Sociedade Norte-americana de Defesa da Tradição, Família e Propriedade – TFP associou-se a mais de 75 mil outros manifestantes anti-­aborto nesta capital, no dia 23 de janeiro, protestando contra a infamante decisão da Suprema Corte americana que “legalizou” o aborto há 11 anos. Manifestações anti­-aborto foram realizadas também em outras importantes cidades dos Estados Unidos no mesmo dia.
A Marcha de Washington deste ano foi maior que a dos anos anteriores, pois pessoas e famílias inteiras dos grupos anti-abortistas, escolas, paróquias e organizações estaduais vieram de todas as partes dos Estados Unidos, num esforço decidido para fazer ouvir sua voz e fazer sentir sua influência neste ano eleitoral de 1984.
A TFP norte-americana esteve bem representada por grande número de sócios, cooperadores e benfeitores, que distribuíram um documento censurando a inação dos anti­abortistas “moles” — aqueles que não agem energicamente contra o crime infame.
O documento que a TFP emitiu nessa ocasião mostra que não é a pressão dos pró-abortistas que mantém legalizado o aborto nos Estados Unidos. Mais propriamente é a moleza dos anti-abortistas. “Quando chegar o dia de prestar contas a Deus por suas ações, estes moles verão que eles foram cruéis. Foram eles, os exterminadores moles e cruéis, os principais responsáveis pela continuação do aborto legalizado nos Estados Unidos”, denuncia o referido documento.
E acrescenta com propriedade o manifesto da TFP: “Se houvesse o perigo de que mais de um milhão de inocentes americanos fossem executados no próximo ano, é certo que todos os americanos ficariam tão indignados que os legisladores eleitos, partidários de algum modo desta injusta execução, seriam clamorosamente derrotados na próxima eleição”.
A grande passeata demonstrou que os grupos pró-vida e seus adeptos no grande público estão crescendo e desenvolvendo-se. Eles compreenderam que a então chamada posição “moderada” significa adiamento, e somente favorece os abortistas. “Não transigir” era o lema da 11ª. Marcha anual Pró-Vida.
“A ala mole fez um esforço análogo ao de Chamberlain, quando negociou a paz com Hitler. Assim, nós reaprendemos duras lições — os abortistas não aceitarão nem mesmo uma parcela dos argumentos pró­-vida”. “Uma pessoa ou é pró ou é contra a matança de nascituros. Não há uma posição intermediária”, declarou Nellie J. Gray, presidente da Marcha Pró-Vida.
Depois que os líderes pró-vida encontraram-se com o presidente Reagan, um número de eminentes porta-vozes e membros do Congresso dirigiu-se à multidão no “Ellipse”, atrás da Casa Branca. O presidente Reagan apareceu no terraço para saudar os manifestantes.
A Marcha terminou em frente ao Edifício da Suprema Corte, mas a indignação dos manifestantes continuou. Depois da dispersão eles se dirigiram ao Congresso, para procurar Senadores e Deputados de suas respectivas regiões.

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