Plinio Corrêa de Oliveira

 

"A Cidade de Deus"

(livro de Santo Agostinho)

Causas dos corretivos que flagelam por igual bons e maus

 

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Santo do Dia, 18 de abril de 1994

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A D V E R T Ê N C I A

Gravação de conferência do Prof. Plinio com sócios e cooperadores da TFP, não tendo sido revista pelo autor.

Se Plinio Corrêa de Oliveira estivesse entre nós, certamente pediria que se colocasse explícita menção a sua filial disposição de retificar qualquer discrepância em relação ao Magistério da Igreja. É o que fazemos aqui constar, com suas próprias palavras, como homenagem a tão belo e constante estado de espírito:

“Católico apostólico romano, o autor deste texto  se submete com filial ardor ao ensinamento tradicional da Santa Igreja. Se, no entanto,  por lapso, algo nele ocorra que não esteja conforme àquele ensinamento, desde já e categoricamente o rejeita”.

As palavras "Revolução" e "Contra-Revolução", são aqui empregadas no sentido que lhes dá Dr. Plinio em seu livro "Revolução e Contra-Revolução", cuja primeira edição foi publicada no Nº 100 de "Catolicismo", em abril de 1959.


A Cidade de Deus, Santo Agostinho, Livro I, Capítulo IX - Causas dos corretivos que flagelam por igual bons e maus: 

1. Em semelhante calamidade pública, que sofreram os cristãos que, no tocante à fé, não reverta em seu progresso? Se, antes de mais nada, pensassem humildemente em seus pecados, de que a cólera divina se vinga, enchendo o mundo de espantosas catástrofes, embora muito longe de serem criminosos, dissolutos ou ímpios, julgar-se-iam de tal modo isentos de culpa que não tivessem necessidade de expiá-la por meio de alguma pena temporal? Dado não haver fiéis, cuja vida, por irrepreensível que seja, às vezes não ceda aos instintos carnais e, sem cair na enormidade do crime, no abismo da libertinagem, não se abandone a certos pecados, raros ou cometidos com frequência inversamente proporcional à gravidade, onde encontrar quem, diante de tais monstros de avareza, orgulho e luxúria, cuja iniquidade, cuja impiedade execrável constrange Deus a flagelar a Terra, conforme antiga ameaça, quem, volto a perguntar, seja perante eles o que deve e com eles conviva como é preciso conviver com semelhantes almas?

Quando se trata de esclarecê-los, censurá-los e, mesmo, repreendê-los e corrigi-los, com bastante frequência, funesta dissimulação nos detém, ou preguiçosa indiferença, ou respeito humano incapaz de afrontar alguém já de si perturbado, ou temor a ressentimentos que poderiam causar-nos prejuízo e prejudicar-nos no tocante a esses bens temporais cuja posse nossa cupidez cobiça, cuja perda nossa fraqueza receia. Embora as pessoas de bem odeiem a vida do mau e tal aversão as preserve do abismo que espera os réprobos, à saída deste mundo, essa fraqueza indulgente com as mortais iniquidades, por medo a represálias contra as próprias faltas, faltas leves e veniais, diga-se de passagem, essa fraqueza, salva da eternidade dos suplícios, é de justiça que seja com o crime castigada pelos flagelos temporais, é de justiça que, no envio providencial das aflições, sinta o amargor da vida que, embriagando-a com doçuras, a dissuadiu de oferecer aos maus a taça de salutar amargura.

2. Se, todavia, a reprimenda e correção dos pecadores forem transferidas para época mais favorável, no interesse deles mesmos, de medo a que se tornem piores ou impeçam a iniciação dos fracos nas práticas da piedade e da virtude, oprimindo-os, desviando-os da fé, nesse caso já não se trata de cupidez, e sim de prudência e caridade.

O mal reside em que aqueles cuja vida testemunha profundo horror aos exemplos dos maus poupem os pecados dos irmãos, porque lhes receiam a inimizade, porque temem ser lesados em interesses, é verdade que legítimos, mas demasiado caros a homens em viagem neste mundo, guiados pela esperança na pátria celeste.

Não é, com efeito, somente dos mais fracos, integrados na vida conjugal, com filhos ou desejosos de tê-los, pais e chefes de família (a quem o Apóstolo se dirige, para ensinar-lhes os deveres cristãos dos maridos para com as mulheres, das mulheres para com os maridos, dos pais para com os filhos, dos filhos para com os pais, dos empregados para com os patrões, dos patrões para com os empregados), não é somente deles que o amor a certos bens temporais ou terrestres, cuja posse ou perda lhes é dolorosa em demasia, tira a coragem de afrontar o ódio dos homens cuja vida criminosa e infame detestam.

Os próprios fiéis, elevados a grau superior de vida, livres do vínculo conjugal, sóbrios no comer e no vestir, sacrificam muito frequentemente a reputação, a segurança, quando, para evitarem os ardis ou a violência dos maus, se bastem de censurá-los e, sem se deixarem intimidar por ameaças, por mais terríveis que sejam, ao extremo de lhes seguirem os sinistros exemplos, não se abalançam, porém a repreender o que se recusariam a imitar.

Talvez salvassem muitos, se cumprissem o dever de censurar, que deixam ceder ao medo de expor a reputação e a vida; já não se trata agora da prudência que ambas mantêm em reserva para instrução do próximo, mas da fraqueza que se compraz em palavras lisonjeiras e, no falso dos julgamentos humanos, receia a opinião do mundo, os sofrimentos e a morte da carne, fraqueza agrilhoada pela cupidez e não por dever de caridade.

3. Eis por que (e parece-me razão muito forte), quando apraz a Deus punir a corrupção dos homens com penas mesmo temporais, os bons são castigados de mistura com os maus, castigados como eles, não por viverem como eles, mas por gostarem como eles, embora menos, da vida temporal que deveriam desprezar.

Graças a tal desprezo, suas reprimendas possivelmente conseguiriam a vida eterna para os maus. Se não pudessem tê-los como companheiros nos caminhos da salvação, pelo menos saberiam suportá-los e querer-lhes como inimigos, pois, enquanto vivem, a gente sempre ignora se podem ou não mudar para melhor. Mais culpados ainda aqueles a quem pela boca do Profeta se diz: "Esse homem morrerá em seu pecado, mas de sua vida pedirei contas a quem deve olhar por ele".

Com efeito, as atalaias, os pastores dos povos não são constituídos na Igreja senão para tratar os pecados com inflexível rigor; mas, embora estranho ao santo ministério, não é por completo isento de falta o fiel que vê muito a repreender nos que lhe estão ligados por laços sociais e, não obstante, lhes poupa advertência ou censura, por medo de que seu ressentimento o perturbe nos bens de que faz legítimo emprego, mas com ilegítimo agrado do coração.

Outra causa de serem as pessoas de bem submetidas aos flagelos temporais (Jó serve de exemplo) é querer o Senhor revelar ao espírito humano a força de sua piedade e permitir ao homem demonstrar o amor desinteressado que lhe tem.

*    *    *

 

Eu mandei distribuir o folheto porque assim os senhores podem acompanhar melhor a exposição do pensamento dele e podem inclusive levar para casa, guardar etc.

É o livro "A Cidade de Deus" – De Civitate Dei – que foi escrito contra os pagãos. Quer dizer, os remanescentes do antigo paganismo que ainda se arrastavam pelo norte da África.

É preciso notar que o norte da África naquele tempo era inteiramente civilizado e fazia parte do mundo civilizado, como por exemplo, o sul da Gália, França, ou a Grécia, ou Egito etc. E Santo Agostinho era naquele tempo bispo de uma cidadezinha insignificante chamada Hipona.

Ele morreu quando os cidadãos de Hipona estavam cercados pelos bárbaros que tinham feito a invasão do lugar, porque os bárbaros começaram a invadir o norte da África e destruíram ali completamente a civilização.

Bem, e Santo Agostinho estava na cama sentindo que sua vida se esvaía e, coisa muito bonita, ele mandou pintar na parede do quarto dele, em caracteres de tamanho adequado, os salmos penitenciais: o Miserere e os outros salmos penitenciais. [E que] a respeito dos quais tivemos ocasião de fazer elogios insignificantes em relação ao altíssimo mérito que eles têm, como palavra inspirada por Deus, mas também enquanto essa palavra reluz de um modo especial para o espírito humano quando se faz a leitura destes textos dos salmos penitências.

Quando os bárbaros entraram, Santo Agostinho tinha morrido há pouco.

Livro, I, Cap. IX – Causa dos corretivos que flagelam por igual bons e maus.

"1. Em semelhante calamidade pública, que sofreram os cristãos que, no tocante à fé, não reverta em seu progresso? Se, antes de mais nada, pensassem humildemente em seus pecados, de que a cólera divina se vinga, enchendo o mundo de espantosas catástrofes, embora multo longe de serem criminosos, dissolutos ou ímpios, julgar-se-iam de tal modo isentos de culpa que não tivessem necessidade de expiá-la por meio de alguma pena temporal?"

 Os senhores estão vendo a razão desta matéria. É que a invasão dos árabes era tida, a justo título, pelos habitantes do norte da África, todos eles civilizados e civilizados com a civilização greco-romana que acabou tomando conta de toda bacia do Mediterrâneo. Então eles tinham em conta a invasão dos árabes como um verdadeiro flagelo de Deus. E o era. Mas então muitos faziam esta pergunta: "por que é que Deus está permitindo este castigo?"

A resposta era: "porque há muitos maus no norte da África e Deus castiga os maus".

Então vinha uma outra pergunta: "Está bom, isso explica que Ele castigue os maus; como é que se explica que Ele castiga os bons? Porque se os maus são de tal maneira castigados, será natural que os bons sejam premiados. E nós não estamos vendo o prêmio dos bons. Que injustiça é essa?"

Para destruir essa objeção levantada contra Deus por esses espíritos ímpios, ele tem esse raciocínio que está aí.

Eu acho que vale a pena fazermos uma releitura agora parte por parte para saborearmos esse texto.

Santo Agostinho, a essa objeção que eu dei há pouco, os bons são punidos com os maus, isto é injusto, Deus deveria poupar os bons enquanto castiga os maus, ele dá esta resposta: os bons o que é que são? Vê-se que ele chama "os bons" aqueles que não vivem em estado de pecado, pelo menos de pecado aparente, de pecado ostensivo. Como eles não vivem em estado de pecado, podem se chamar, e devem se chamar de bons porque quem não peca publicamente, dele se deve presumir que provavelmente não peca em privado e que, portanto, é um bom. Bom, presumir... Salvo prova em contrário.

Acontece que ele então dá essa explicação que eu vou dar em linguagem mais corrente para nós medirmos bem o alcance da resposta dele.

Então vou pedir que o senhor vá lendo frase por frase.

"Eis por que (e parece-me razão muito forte), quando apraz a Deus punir a corrupção dos homens com penas mesmo temporais, os bons são castigados de mistura com os maus..."

Esse "eis por que" deve se entender... Isto que está sendo lido aí é um trechozinho de uma exposição muito maior.

Ele acaba, neste trecho ele acaba de desenvolver uma exposição muito maior e dá uma conclusão. Como se trata de uma conclusão, ele diz, o trecho aí começa assim: "eis por que", quer dizer, à vista do que ficou atrás e que não está dado aí porque pareceu melhor apenas dar o resumo, dado pelo próprio Santo. Então "eis por que", quer dizer, por tudo que ficou atrás.

Então agora diga, faz favor. 

"Eis por que (e parece-me razão muito forte), quando apraz a Deus punir a corrupção dos homens com penas mesmo temporais, os bons são castigados de mistura com os maus..."

Penas temporais nós já sabemos. Há duas espécies de penas: as espirituais e as temporais.

As espirituais são as que atingem as almas, são de duas espécies. São as espirituais que afligem as almas com razões religiosas, por razões de consciência, eles ficam com a sua consciência perturbada pelos pecados que cometeram, ou alarmados pelo medo do inferno. Então embora não abandonem o pecado, eles ficam aflitos e essa aflição já é um castigo pelo pecado, então é uma pena espiritual. Ou porque o homem – porque andou mal espiritualmente – recebe inconvenientes em seus interesses terrenos.

Por exemplo, um pai ou uma mãe tem interesse em ser bem tratado pelos filhos, em ser apoiado em suas necessidades quando eles estão velhos e os filhos estão em condições de ajudá-los.

Mas acontece que o pai ou a mãe ensinou ao filho ou à filha, quando eram pequenos, que a vida existe para o prazer, que cada um na vida procurar gozar o quanto pode e que o dever é uma coisa cacete, é uma coisa brumosa, e que não deslumbra nem interessa, e que o dever a gente deixa para depois.

Quando o pai ou a mãe está velho, o filho aplica a coisa: "Esse velho ou essa velha estão me amolando. Eu tenho que ficar conversando com eles durante muito tempo para entretê-los, tenho que cuidar deles quando eles estão doentes etc. Ora, eu prefiro gastar o meu dinheiro e meu tempo na minha diversão. Eu aprendi deles que o homem deve correr atrás de seu prazer e de mais nada, eles não representam o meu prazer, logo eu fujo deles. Eles que se arranjem como puderem".

É um prejuízo que os pais levam em virtude do mau princípio que deram aos filhos.

Então, no primeiro caso, os pais levam prejuízo por causa de não terem ensinado nada ao filho. Aqui porque ensinaram alguma coisa de mau. 

"...os bons são castigados de mistura com os maus, castigados como eles, não pôr viverem como eles, mas por gostarem como eles, embora menos, da vida temporal que deveriam desprezar." 

E a vida temporal é a vida dessa Terra com as suas delícias, com as suas vantagens etc. Esta vida temporal eles [os bons] não estão tão ligados a esta vida temporal quanto os maus, mas estão mais do que deviam. Eles gostam dessa vida temporal mais do que é lícito a um bom, e por causa disto, embora eles não sejam tão maus quanto os maus, eles merecem ser castigados. 

"Graças a tal desprezo, suas reprimendas possivelmente conseguiriam a vida eterna para os maus." 

Quer dizer, se eles fizessem reprimendas aos maus porque os maus andam mal, se eles fizessem essas reprimendas possivelmente levariam os maus ao Céu, ou pelo menos alguns tantos maus ao Céu. Mas não fazem. 

"Se não pudessem tê-los como companheiros nos caminhos da salvação, pelo menos saberiam suportá-los e querer-lhes como inimigos, pois, enquanto vivem, a gente sempre ignora se podem ou não mudar para melhor." 

Quer dizer, se eles fizessem admoestações aos maus, o resultado poderia ser que alguns se convertessem e isso sendo esses maus não iriam para o inferno, mas iriam para o Céu e isso era mérito para aqueles que [os] converteram. Por que é que os bons não fizeram isso? Por que é que eles não acusaram os maus pelo mal que fazem? Essa é a questão. 

"Mais culpados ainda aqueles a quem pela boca do Profeta se diz: 'Esse homem morrerá em seu pecado, mas de sua vida pedirei contas a quem deve olhar por ele'." 

Quer dizer, o pecador morrerá no pecado, diz Deus daquele homem que está morrendo. Tem um que está morrendo e outro que está vivo, Deus diz daquele que está vivo: "este eu vou pedir contas pela vida do ruim – que está morrendo. Agora, por que vou pedir contas?

“A quem deve olhar por ele”. Quem deve olhar por ele? A resposta natural seria: a Igreja é comparada por Deus a um redil, a um rebanho, nesse rebanho um é o pastor e outra são as ovelhas. Quem tem o cuidado pelas ovelhas é o pastor.

"Eu sou ovelha. Se eu sou ovelha eu cuido de mim. O meu pastor, que será o meu vigário ou será meu bispo, cuide das outras ovelhas como cuida de mim. Eu não tenho que cuidar, eu sou mero leigo... Eu como mero leigo não tenho obrigação de cuidar da salvação da alma dos outros."

Os senhores mais ou menos se não tiverem ouvido isto, hão de ter visto pessoas que a gente vê que pensam isso exatamente: "é verdade, tudo anda mal, mas os padres deveriam falar. Como não falam, deixe que tudo ande à deriva, eu não sou padre! Exatamente eu não quis ficar padre para não tomar essa responsabilidade. Não faltava mais nada do que eu tomar essa responsabilidade. Eles que se percam". É este raciocínio infame que Santo Agostinho está refutando. 

"Com efeito, as atalaias, os pastores dos povos não são constituídos na Igreja senão para tratar os pecados com inflexível rigor;"

 Esse princípio é inapreciável lembrá-lo nos dias em que nós vivemos. Ele diz então que as atalaias – atalaia é aquele que vigia, pastores e atalaia dão mais ou menos uma coisa na outra –, os pastores que vigiam o rebanho durante a noite, esses são... Como é que ele diz aí? 

"...não são constituídos na Igreja senão para tratar os pecados com inflexível rigor;" 

Então, [os pastores] não existem na Igreja senão para serem inflexivelmente vigorosos com os pecados. Essa afirmação é uma afirmação muito verdadeira, mas inteiramente esquecida em nossos dias onde a mania do ecumenismo – e hoje quando  se faz ecumenismo não só com a heresia, que é o pior dos pecados, mas com toda espécie de outros males, eu daqui a pouco apontarei um –, esse vigor que é uma obrigação tão grande que Santo Agostinho diz: "não existem na Igreja a não ser para isto". É uma expressão muito ousada. Porque quer dizer se eles não fazem isto não adiantam de nada. Para que é que adianta? Realmente é o caso de perguntar: o que é que eles fazem?

Essas atalaias só existem para isto, se não fazem pecam porque deveriam chamar atenção daqueles que pecam e que eles não aborrecem porque não querem ter inimigos. 

"...mas, embora estranho ao santo ministério, não é por completo isento de falta o fiel que vê muito a repreender nos que lhe estão ligados por laços sociais e, não obstante, lhe poupa advertência ou censura, por medo de que seu ressentimento o perturbe nos bens de que faz legítimo emprego, mas com ilegítimo agrado do coração." 

Exatamente. O bom, o “soi-disant” bom, o pseudo-bom tem bens, ele faz desses bens um legítimo emprego, ele faz negócio, mas não rouba, ele executa trabalhos, porém não sonega o trabalho que faz, que ele se obrigou a fazer. Por exemplo, essa armação dessa cabine, faz inteira, de acordo com a obrigação contraída. Cumpre os contratos.

Mas, esse cumpridor de contratos faz um uso legítimo dos bens que legitimamente ele ganhou, mas ele não adverte os pecadores pelo mal que eles praticam porque têm medo de que os pecadores fiquem aborrecidos com ele, e ele como não quer perder os clientes, não quer perder os amigos, acaba sendo que fica quieto. Este é culpado pelo pecado daqueles que ele deveria repreender e não repreende.

Isto os senhores devem levar para casa para mostrar às pessoas com quem convivem, como é que devem agir.

Isto está claro para todo o mundo?


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