Vibrante alocução do Cardeal Faulhaber

no casamento de um Príncipe brasileiro

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Legionário, 17 de outubro de 1937, N. 266, pag. 6

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Dr. Plinio Corrêa de Oliveira, diretor do "Legionário"

 

Casamento de Dom Pedro Henrique de Orléans e Bragança com a Princesa Dona Maria da Baviera. Acima aparecem, entre outros, (da esq. à dir.) o Príncipe Franz da Baviera, pai da Princesa, o Conde de Paris, o Rei Afonso XIII da Espanha, Dona Maria Pia, mãe do noivo, a Grã Duquesa Carlota de Luxemburgo e o Príncipe Rupert da Baviera.

O Castelo de Nymphenburg, construído por ordem do romântico e desventurado rei da Baviera, pertence atualmente ao Príncipe Ruprecht von Wittelsbach, um dos heróis de guerra, herdeiro presuntivo da coroa bávara. Foi na capela deste castelo que Pedro Henrique de Orléans e Bragança casou-se com a Princesa Maria von Wittelsbach, sobrinha do Príncipe Ruprecht.

O casamento do Príncipe Pedro Henrique de Orléans Bragança, bisneto do Imperador Pedro II, com a Princesa Maria, filha do Príncipe Francisco da Baviera, na capela do castelo de Nymphenburg que, como foi noticiado, acaba de ser abençoado pelo Cardeal Faulhalber, Arcebispo de Munique.

 

O eminente purpurado pronunciou alocução, em que disse entre outras coisas o seguinte:

“Uma nação que preza o matrimônio unicamente por razão de raça, não mais poderá atingir um alto nível de cultura moral”. E referindo-se à fidelidade que os príncipes devem ter à doutrina católica, recordou as sublimes palavras da Rainha da Escócia, Maria Stuart: “Vós podeis despojar-me de tudo, com exceção do meu sangue real e de minha Fé católica”.

“É precisamente neste tempo – mais do que nunca – que os príncipes de sangue real devem ser fiéis à gloriosa herança de sua estirpe e à herança infinitamente mais gloriosa de sua Fé católica. Não devemos permitir que a concepção católica do matrimônio venha a se banir do nosso século. Devemos defender com todas as forças a nossa Fé. O matrimônio é um santo Sacramento; é esta a doutrina em que devemos crer e que devemos confessar apesar de tudo o que de deplorável vemos e sentimos hoje em torno de nós.”

 

Castelo de Nymphenburg, em Munique (Alemanha)

Foto por Richard Bartz, Munich aka Makro Freak - Own work, CC BY-SA 2.5


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