Quando se “dissolveu” a III Internacional, o
“Legionário” declarou desde logo não considerar o fato senão como mera manobra
soviética para anestesiar o Ocidente. Pouco depois, os propósitos “anestésicos”
do Kremlin se tornaram mais nítidos: Stalin começou a entabular e ostentar boas
relações nos círculos eclesiásticos, primeiramente por um títere por ele mesmo
posto na direção da igreja cismática russa, e em segundo lugar pela visita do
“arcebispo” protestante de York. Agora, vem o remate: o ditador russo começa a
se cercar não só mais de arquimandritas e arcebispos
apenas, mas também de aristocratas: um telegrama de Nova York informa que o
cônsul geral russo naquela cidade (o embaixador soviético está ausente, ao que
se sabe), oferecerá um grande banquete de confraternização a “personalidades do
antigo regime russo”. Foi o que noticiou, jubiloso, em entrevista dada aos
jornais o príncipe Alexandre Poutiatine, cunhado da
grã-duquesa Maria.
Grão-duques, príncipes, arquimandritas,
“arcebispos”, e, no meio de tudo isto... Stalin.
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“Conversão”, dir-se-á. Magnífico. Quem sabe se o
deão de Canterbury também se “converteu”? Pensamos
que haverá ingênuos que acreditem nisto. Leram o último artigo que ele publicou
na “Folha da Noite”? Seria interessante instituir um concurso para ver quem
seria capaz de dar uma relação completa das perfídias
que introduziu em seu almiscarado trabalho. Suponho que não seriam muitos os
concorrentes. A avestruz é a ave simbólica dos dias que correm...
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Consideramos digna de todo elogio a atitude do
Secretário do Interior do Rio Grande do Sul, estabelecendo a liberdade da
imprensa em seu Estado. Ao menos se, por aí se entender que a liberdade não
degenerará em licença.
A licença é um grande mal. É mesmo um mal imenso.
Mas, a nosso ver, não é o único. A imprensa tem um papel social relevante,
sobretudo a imprensa católica. E é indispensável que esta última tenha toda a
liberdade, especialmente no que diga respeito à publicação de atos da
Autoridade Eclesiástica, como Pastorais, etc.
Para nós, a liberdade da Igreja é o bem supremo. E
a liberdade de expressão da autoridade Eclesiástica elemento essencial e
característico da liberdade da Igreja.
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Consideramos deplorável que o Sr. Carlos Sforza tenha preconizado o Sr. Benedetto
Croce como futuro chefe do governo italiano. Croce é conhecido como filósofo hegeliano,
e em sua doutrina se consubstanciavam, quase tanto quanto na de Gentile, as piores tendências do regime fascista. Com que
direito, então, pretenderá o Sr. Sforza impor este
nome ao povo italiano, fundamentalmente católico?